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CARTEIRO DO POETA


SIVUCA JÁ

O Observatório da Imprensa traz um texto de Luciano Martins Costa com o título Nasce em Boston o jornal de todos.

Olha aí o primeiro parágrafo.

Abre aspas.

Começa nesta semana, em Boston (EUA), uma experiência que vale a pena acompanhar: o jornal BostonNow estreou na internet nesta segunda-feira (16/4) anunciando para o dia seguinte sua estréia nas ruas, sem custo para os leitores. A novidade: ele foi construído em apenas dois meses, a partir de um convite geral à adesão de centenas de blogueiros da região.

Fecha aspas. Clique AQUI para ler o texto completo.

Em um dos dois comentários postados lá até agora, o químico Vegner Utuni diz:

- Qual a novidade? Já encontrei outros jornais assim. Mesmo no Brasil há alguns que seguem este modelo. Claro, não são tão divulgados.

No outro, o jornalista Erich Vallim Vicente fala:

- Eu achei fenomenal o projeto do BostonNow. Se vai dar certo, é outra história. Mas a concepção aperfeiçoa a participação do receptor como contribuinte da notícia. E, além disso, joga um balde de água fria nos frenéticos defensores de registro para atuar como jornalista. Pode até ser ufanismo, mas o vejo como um marco no jornalismo.

Uma boa polêmica no pedaço, até porque desde o lançamento do Sivuca e com a crise do RS Urgente e da Carta Maior, sem falar no Boa Noite Pro Porco (cujo congelamento ainda não sei examente porque aconteceu, Marcelo), todas as alternativas apontam nesta mesma direção.

O carteiro e o poeta acreditam que jornalismo é a garantia da auto-sustentabilidade da democracia republicana (ou o contrário, da monarquia cultural obscurantista) e, por isso mesmo, não deve ficar restrito aos portadores de diploma: cães da província ou lobos globais?  



Escrito por Eduardo Martinez às 10h02
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CRESCER E DISTRIBUIR JÁ

Na contabilidade ‘maquiavelada’ do carteiro e do poeta, a ministra Dilma Roussef revela a opção feita pelo governo brasileiro diante dos desafios enfrentados pela esquerda no continente, e responde sim: os fins justificam o meio.

Paulo Henrique Amorim, no seu Conversa Afiada, revela o que rolou no encontro com a ministra Dilma no quarto andar do Palácio do Planalto.

O carteiro tomou a liberdade de selecionar algumas verdades ditas pela companheira Dilma na Conversa Afiada, sem dar satisfações ao poeta.

Verdade nº 1:

“O Brasil saiu do círculo vicioso de controle do orçamento, inflação, controle do orçamento, inflação... daquela incapacidade de ter estabilidade e crescimento. O Brasil vai conseguir provar que é possível crescer a taxas expressivas e distribuir a renda ao mesmo tempo”.

Havia aparentemente uma impossibilidade teórica de crescer e distribuir a renda ao mesmo tempo – diz ela. É o que os economistas diziam na mídia.

Tentar isso era quase uma irresponsabilidade do governante.

Mostramos que isso é possível”, diz Rousseff.

Rousseff faz questão de enfatizar que o Governo Lula conseguiu mostrar que isso “é possível no curto prazo”.

Não foi preciso esperar a economia crescer para depois começar uma política consistente de distribuição de renda.

Verdade nº 2:

Rouseff diz também que o PAC é o primeiro esforço brasileiro de pensar o crescimento da economia no médio prazo – nos quatro anos do segundo mandato do Presidente Lula.

“Não podemos admitir que a gestão governamental só seja para agir no curto prazo”, ela disse.

O Brasil hoje tem um rumo, uma visão estratégica, com o PAC – ela diz.

Verdade nº 3:

O Governo não precisou contratar nenhuma empresa de consultoria estrangeira para estudar e tomar providências sobre as necessidades do país na área energética, portos, transportes, logística.

Verdade nº 4:

Nessa discussão sobre o médio prazo, o país descobre quais são suas verdadeiras vocações.

É óbvio que o biocombustível é uma vocação.

Mas tem outra que está aí, e é uma vocação indiscutível do Brasil, diz Rousseff: é a biotecnologia.

Ela comenta com entusiasmo a notícia (clique aqui para ler a reportagem do Conversa Afiada sobre o assunto) de que um pesquisador da USP – Ribeirão Preto descobriu uma forma de combater o diabetes a partir de células–tronco.

Clique aqui para ler a Conversa Afiada completa com Dilma Roussef.

E aqui para ler entrevista com pesquisador do IPEA sobre o melhor índice de distribuição de renda do Brasil nos últimos 30 anos – e o papel importante que o Bolsa Família desempenhou nisso.



Escrito por Eduardo Martinez às 14h48
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PELA AUTONOMIA DAS UNIPAMPAS

Os diretores dos centros da UFSM/UNIPAMPA iniciaram uma luta pela inclusão de cinco emendas ao projeto que cria a universidade dos sonhos da metade sul do Rio Grande e tramita em caráter de urgência, proposto pelo vice-líder do governo federal Henrique Fontana, na Câmara dos Deputados.

 

Além de divulgar em primeira mão na rede, o carteiro e o poeta aguardam a participação dos internautas na leitura crítica, comentários e, se concordarem, apoio à iniciativa.

 

O documento completo está publicado nas três postagens a seguir.



Escrito por Eduardo Martinez às 11h06
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Manifesto do Colegiado de Diretores de Centro da UFSM/UNIPAMPA

 

Em defesa da autonomia universitária e pela Implantação Efetiva da UNIPAMPA como um instrumento de Desenvolvimento Sustentável para a Metade Sul do RS

 

Tendo em vista a recente nomeação da Comissão de Implantação da Universidade Federal do Pampa, a UNIPAMPA, instituída pelo MEC para elaborar os projetos de Plano de Desenvolvimento Institucional, Estatuto e Regimento Interno da UNIPAMPA, bem como a recente solicitação e aprovação do regime de tramitação em caráter de urgência do Projeto de Lei 7204/2006 que institui a Fundação Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA, manifesta-se a necessidade urgente de se preservar alguns princípios fundadores no processo de criação e implantação da referida universidade, princípios estes que remetem para a apresentação, por este Colegiado, de cinco emendas as quais estão apresentadas em documento anexo.

 

Para que o trabalho da Comissão de Implantação possa ser desenvolvido juntamente com a comunidade acadêmica, de modo que possa propor livremente a natureza e composição da UNIPAMPA, torna-se necessária a limpeza do texto do PL 7204/2006 a fim de conferir maior autonomia para alcançar os objetivos mencionados.

 

De acordo com a Exposição de Motivos E.M.I No 026/2006/MEC/MP, de 22 de maio de 2006, a criação da Universidade Federal do Pampa está vinculada à expansão do ensino universitário e à reforma universitária, ambos caracterizados, respectivamente, como “objetivo central” e “foco de debate” do Governo Federal.

 

Do ponto de vista geográfico, a região que compõe a Metade Sul do Rio Grande do Sul abrange 103 municípios, situados em uma área que compreende aproximadamente 153.879 km2 e que atravessa de sudeste a noroeste o Estado. Tal dimensão territorial – Litoral, Serra do Sudeste, Depressão Central e Planalto da Campanha – confere a esta região uma heterogeneidade fisionômica, sócio-econômica e cultural que merece e deve ser contemplada no projeto desta nova instituição de ensino de nível superior que começa a surgir no Sul do Brasil.

 

Ao mesmo tempo, esta mesma região vive os desafios de construir alternativas de desenvolvimento que tragam qualidade de vida, oportunidades de emprego e preservação das condições de manutenção dos ecossistemas sobre os quais a sociedade coloca os alicerces da civilização. De modo que se faz premente entender que à UNIPAMPA está à frente do desafio institucional que lhe exige a constituição de uma Universidade no pleno e mais amplo sentido da palavra, não só capaz de formar cidadãos capacitados profissionalmente para a tarefa de analisar criticamente as limitações impostas pela natureza e pela história bem como propor, criativamente, novos caminhos para o desenvolvimento. A UNIPAMPA precisa ser uma Universidade capaz de enfrentar o desafio de construir a relação dialógica entre o universal e o local, o que lhe impõe o digno dever de dialogar com realidades locais heterogêneas.  

Nessa direção, ainda, entende-se que os objetivos pelos quais a UNIPAMPA foi proposta e a sua própria realidade multicampi impõem para que a sua arquitetura institucional nasça de uma completa e profunda interação dialógica, pois, se assim não o for, ela corre o risco de não se construir sob as bases lineares de sua função: promover um ensino público de qualidade e propulsor de mudanças em diferentes instâncias sociais.



Escrito por Eduardo Martinez às 10h40
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Diante dos motivos acima expostos, o presente Colegiado propõe que o projeto de Lei, ora em tramitação, seja emendado com argumentações defendidas por este grupo cujo objetivo é o de abrir a possibilidade de um verdadeiro e amplo diálogo bem como o de tentar garantir que ele ocorra. Um diálogo que permita, por exemplo, que o Projeto de Lei, no âmbito de construção do seu Plano de Desenvolvimento Institucional, possa deixar as definições referentes aos novos cursos a serem implantados para um espaço posterior de maior amadurecimento das propostas e de conhecimento e estudos de aplicabilidade regional, englobando mais instâncias sociais nas discussões. Uma abertura que pressuponha que esses novos cursos a serem implantados sejam articulados com a visão de toda a UNIPAMPA. Como exemplo, pode-se citar o fato de que não há contemplação de cursos voltados para áreas básicas da construção da cultura e do conhecimento essencial para a construção de uma concepção crítica do mundo, como as humanidades básicas e as artes, tão necessárias para que novas percepções e novas formas de criar permeiem a vida acadêmica, permitindo que a Universidade ultrapasse os limites de ser uma simples formadora de elites para a reprodução do status quo e seja, em essência, uma formadora de cidadãos profissionais críticos e criativos, capazes de interferir na sociedade com a finalidade de transformá-la. Um diálogo que permita, também, que o Projeto de Lei apresente um tratamento equiparado por sobre as diferentes realidades locais que não devem ser classificadas como mais ou menos importantes repetindo os mesmos padrões e/ou critérios de desigualdade que a fundação da UNIPAMPA propõe-se a desativar. Um diálogo que permita perceber que esta nova universidade não pode ser constituída como um centro rodeado de extensões, mas sim como um novo tipo de estrutura muticampi, construída como uma rede colaborativa de centros temáticos que não se propõem a serem uns mais importantes que os outros, pois isto representaria a conclusão de que alguns municípios ou micro-regiões são, efetivamente, mais privilegiados e importantes que outros - o que contraria veementemente os objetivos de um processo de desenvolvimento que deve atingir, de forma ampla e harmônica, toda a Metade Sul do Rio Grande do Sul e não somente a uma microrregião. Um diálogo que permita, portanto, oportunizar, de fato, a construção de um espaço mais orgânico e democrático de constituição e tessitura desta nova universidade. 

 

Esta abertura sugerida ao Projeto de Lei, situa-se, também, no contexto do “debate da reforma universitária”, ou seja, propõe-se a criar graus de autonomia para que a UNIPAMPA possa pensar a si mesma com ampla liberdade, respeitando as peculiaridades locais de seus campi e pensando a si mesma como uma Universidade destinada a verdadeiramente transformar a realidade da Metade Sul. 

 

As emendas ora apresentadas seguem nesta proposição com o objetivo de dotar o Projeto de Lei de uma condição menos engessada e mais democrática possível, reiterando para o fato de que estas definições sejam frutos de uma discussão menos condicionada por interesses locais e mais institucionalizada, colocando-se os objetivos da UNIPAMPA em foco privilegiado.

 

Desta forma, os Diretores dos Centros da UNIPAMPA/UFSM, conclamam a sociedade para que, neste prazo tão curto no qual se prevê a realização de uma discussão tão complexa, sejam encaminhadas as emendas propostas, permitindo que a UNIPAMPA venha a ser viabilizada, realmente, como um projeto capaz de cumprir com os seus máximos objetivos.



Escrito por Eduardo Martinez às 10h32
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Subscrevem o manifesto:

 

  1. Rafael Cabral Cruz, Diretor pro tempore do Centro de Ciências Rurais de São Gabriel, UNIPAMPA/UFSM
  2. Cárlida Emerim Jacinto Pereira, Diretora pro tempore do Centro de Ciências Sociais de São Borja, UNIPAMPA/UFSM
  3. Vinícius Jacques Garcia, Diretor pro tempore do Centro de Tecnologia de Alegrete, UNIPAMPA/UFSM
  4. Nelson Mario Victoria Bariani, Diretor pro tempore do Centro de Ciências Agrárias de Itaqui, UNIPAMPA/UFSM
  5. Rosana Soibelmann Glock, Diretora pro tempore do Centro de Ciências da Saúde de Uruguaiana, UNIPAMPA/UFSM

Emendas sugeridas ao Projeto de Lei que institui a Fundação Universidade Federal do Pampa

 

Emenda 1O Art. 1º  fica com a seguinte redação: Fica instituída a Fundação Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA de natureza pública, vinculada ao Ministério da Educação, com sede e foro em local a ser definido no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UNIPAMPA, Estado do Rio Grande do Sul.

 

Emenda 2 - Inclusão de Parágrafo Único no Art. 2º: A extensão geográfica e heterogeneidade da região Metade Sul do Rio Grande do Sul impõe uma estrutura multicampi baseada no equilíbrio institucional e na autonomia das unidades.

 

Emenda 3 - Inclusão do parágrafo 3º no Art. 3º: Após a aprovação desta Lei, poderá o Poder Público implantar novos campi em cidades contempladas em Plano de Expansão definido no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UNIPAMPA.

 

Emenda 4 - Renomear o parágrafo único do Art. 7º como parágrafo 1º e incluir o parágrafo 2º: A implantação de novos campi fica condicionada ao provimento de novos cargos com respectivas dotações orçamentárias.

 

Emenda 5 - Renomear o Art. 14º como 15º e incluir o Art. 14º: Disposição transitória – A sede provisória será itinerante, até a definição e implantação da estrutura da sede definida no Plano de Desenvolvimento Institucional da UNIPAMPA.



Escrito por Eduardo Martinez às 10h32
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